Cefaleia ou Dor de Cabeça – Desconforto para 9 entre 10 pessoas

Cefaleia ou Dor de Cabeça – Desconforto para 9 entre 10 pessoas

Cefaleia ou dor de cabeça é uma das causas mais comuns de consulta em ambulatórios especializados e de pronto atendimento no dia a dia. Ao longo da vida, cerca de 97% das mulheres e 93% dos homens serão acometidos por algum episódio desta patologia. Dentre estes, em torno de 90% dos casos são enquadrados dentro do grupo  de cefaleias ditas  “primárias”, ou seja, sem relação com outras doenças orgânicas do Sistema Nervoso. As principais são a cefaleia do tipo tensional ( mais comum ), enxaqueca com e sem aura e as cefaleias em salvas. Muitos destes quadros estão relacionados a fatores precipitantes ditos comportamentais, como má alimentação e jejum prolongado, perda de qualidade do sono, consumo excessivo de álcool e tabagismo. Aliam-se a estes, desordens mentais como transtornos de humor ou personalidade, cada vez mais comuns na vida contemporânea, estados gestacionais prévios  e possivelmente deficiências hormonais.

As cefaleias do tipo primária, por não se correlacionarem a doenças intra cerebrais  não exigem a realização de exames de imagem para seu diagnóstico, devendo o profissional médico pontuar sua ação por uma anamnese ou entrevista detalhada aliada a exame físico cuidadoso.

Por outro lado, é importante estar atento a um pequeno percentual de casos que responde pelas conhecidas cefaleias “secundárias”, ou seja, aquelas ligadas a doenças sistêmicas e possivelmente intra cerebrais. Doenças vasculares como aneurismas ou malformações arteriovenosas, acidentes vasculares cerebrais, tumores e estados inflamatórios ou infecciosos como meningites podem apresentar como primeiro ou principal sintoma a cefaleia. À entrevista, é fundamental  avaliação quanto à presença de sinais como rigidez de nuca, febre, fraqueza muscular localizada, dificuldades para articulação de fala, tontura incapacitante, visão dupla associada a fraqueza da musculatura ocular, entre outros.

Alguns aspectos são importantes e servem como sinais de alarme para a necessidade de realização de exames de imagem, a saber:

. cefaleia que inicia após os 50 anos;

. cefaleia de início súbito e classificada pelo paciente como a pior já sentida na vida;

. cefaleia que piora ao longo do tempo ou que muda de padrão ou de características;

. cefaleia que inicia na gravidez ou que esteja associada a condições sistêmicas como infecção pelo vírus da imunodeficiência humana – HIV e câncer;

. cefaleia que inicia por esforço físico ou associada a manobras como a tosse ou relação sexual;

. cefaleia que acomete um lado do crânio e associa a sintomas no lado oposto do corpo, como fraqueza ou dormências ou que se apresente associada a qualquer alteração no exame neurológico;

. cefaleia associada a febre e/ou sinais meníngeos como rigidez de nuca.

 

Em resumo, por se tratar de sintoma ou desordem de alta prevalência no dia a dia da prática médica, é essencial que se faça avaliação cuidadosa, com atenção e valorização da queixa do paciente, a fim de que se possa lhe oferecer a melhor conduta investigativa e diagnóstica e plano de tratamento adequado para melhora de sua qualidade de vida.

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